terça-feira, outubro 24, 2017

COMBOIO DA VIDA - ESTAÇÕES, APEADEIROS...








Pouca-terra, ou muita terra: assim passam os tempos,
assim passam os anos e corre o comboio pela vida.
Quantos entraram nele? Não sei, perdi a conta.
Perdi as paragens onde entraram e saíram. Os momentos
que foram lições de vida, pedaços de alma dividida.
Mas todos deixaram elos, traços, marcas de remonta.
Corre, ainda, o comboio; o meu comboio de vida,
e entram e saem passageiros, passam estações de fugida.


imagem retirada da net


Pouca-terra e muita terra. Sim, muita terra percorrida,
sonhos trocados, lágrimas escorridas, sorrisos e gargalhadas.
Corre o comboio na linha, sempre em frente sem parar.
Nele ficam as memórias, os momentos e a dor da partida.
Mas os nossos comboios têm rumo, têm esperanças guardadas,
e têm momentos de agrura, lágrimas difíceis de calar.
E o comboio não se detém, segue, segue sem parança,
ainda carrega sonhos, ainda transporta a esperança.




lágrimas de lua





5 comentários:

Flor de Jasmim disse...

Que o comboio continue a sua viagem, recolhendo mais sonhos e nunca descarregue a esperança.
Lindo demais, mesmo tendo um sabor a dor.

Minha querida, um beijinho no teu coração com muito carinho e amizade.

Jaime Portela disse...

O comboio da vida não se detém, na verdade.
Excelente poema, gostei imenso.
Continuação de boa semana, querida amiga.
Beijo.

LuísM Castanheira disse...

há duas perspectivas, minha Amiga, para abordar o poema/vida:
uma, aquela estação, por onde os comboios passam, parando ou não, e que nos deixam exitantes se o devemos apanhar;
outra, porém, é o daqueles que seguindo a bordo, olham a estação, sem saber se seguir ou se apegar.
este comboio é, por vezes cruel, mas
na maioria, uma esperança.
da estação, posso deferir, gosto de pensar, que é o lugar dos sonhos ainda por realizar.

um beijo, Paula, e que a semana seja
a mais feliz.
(grato por tão calorosas palavras/

saudade disse...

E que nunca fique parado em nenhuma estação ou apeadeiro o nosso comboio da vida, por mais passageiros que entrem e saiam, por mais recordações (boas ou más) que nos deixem.
um excelente poema.
Beijo de....
Saudade

Jaime Portela disse...

Voltei à procura de mais...
Mas gostei de reler o teu magnífico poema.
Continuação de boa semana, querida amiga.
Beijo.